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No dia dos namorados, relembre casais do esporte a motor mundial

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  • Publicado: 12/06/2020
  • Atualizado: 11/06/2020 às 23:53
  • Por: Leonardo Marson

A cena já foi um clássico do automobilismo mundial: esposas acompanhando os maridos pilotos nos autódromos mundo afora. De pouco tempo para cá, felizmente, tem acontecido o contrário, com a mulher competindo enquanto o homem apenas torce. Nesta sexta-feira (12), dia dos namorados, RACING atua, ou atuou, junto nas mais diversas categorias do automobilismo mundial, seja nas pistas, seja como dirigentes.

Toto Wolff e Susie Wolff

Sim, o chefe da Mercedes na Fórmula 1 já deu suas aceleradas por aí. O principal dirigente de equipe da mais importante categoria do automobilismo mundial na atualidade competiu na Fórmula Ford Austríaca, e migrou para a versão alemã do torneio. Depois, se dedicou a competições de GT, abandonando a carreira de piloto posteriormente. Toto admitiu não tinha talento suficiente para pilotar carros.

Dia dos Namorados
Como piloto, Toto Wolff foi superado de longe por Susie Wolff. (Foto: divulgação)

Assim, podemos dizer que Susie Wolff teve uma carreira muito mais bem-sucedida que o marido no esporte a motor. A escocesa iniciou sua trajetória na Fórmula Renault, onde ficou entre 2001 e 2004 e correu uma temporada na Fórmula 3 Inglesa, em 2005. No ano seguinte, migrou para o fortíssimo DTM, onde defendeu a Mercedes até 2012, obtendo como melhores resultados dois sétimos lugares em 2010.

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Ainda em 2012, Susie teve seu ponto alto na carreira, quando se tornou piloto de desenvolvimento da Williams. A escocesa passou para a função de piloto de testes em 2014, e deixou o time ao final de 2015. Atualmente, é a chefe da equipe Venturi, a mesma que tem Felipe Massa como piloto, na Fórmula E.

Jean-Louis Schlesser e Jutta Kleinschmidt

Aqui temos uma história que acabou mal. Muito mal. Schlesser chegou a correr um Grande Prêmio de Fórmula 1, mas fez fama nas competições fora de estrada, disputando o Dakar com um Buggy criado por ele mesmo, em 1992. O francês namorou a alemã Jutta Kleinschmidt, que foi sua navegadora e uma de suas companheiras de equipe, mas a relação, que durou seis anos, foi se deteriorando com o passar do tempo.

Jutta Kleinschmidt
Kleinschmidt beija Schlesser: relação virou ódio nas trilhas do Dakar. (Foto: Michelin)

Campeão do Dakar em 1999 e 2000, Schlesser acusava Kleinschmidt de não conseguir acompanhar seu ritmo com o buggy. Os dois se separaram e a alemã, então, se transferiu para a Mitsubishi, para 2001, tornando-se a principal rival do agora ex-namorado no mais importante rali do planeta.

Schlesser apareceu na liderança do Dakar de 2001 na penúltima especial, seguido por Kleinschmidt. Porém, o piloto acabou punido em uma hora por atitude anti-deportiva contra a alemã, que tomou a primeira posição e acabou conquistando a vitória, tornando-se a primeira mulher a vencer o Dakar.

Danica Patrick e Ricky Stenhouse

Mais um casal que não está mais junto. Danica Patrick surgiu com destaque na Indy, onde chegou a vencer uma corrida, a etapa de Motegi, no Japão, e se transferiu para a Nascar, ganhando grande projeção.

Danica Patrick
Stenhouse e Danica ficaram juntos por cinco anos. (Foto: Getty Images)

Em 2012, a então única mulher do grid da Cup Series passou a namorar com Ricky Stenhouse, seu rival na principal divisão nacional da Nascar. O relacionamento durou cinco anos, quando a piloto optou por deixar as pistas, fazendo em 2018 apenas a Daytona 500, pela Nascar, e a Indy 500, na Indy.

Danica, hoje, atua como comentarista em algumas corridas nos Estados Unidos e é namorada do quarterback do Green Bay Packers Aaron Rodgers. Stenhouse, por sua vez, segue no grid da Nascar, e se tornou conhecido por ser um piloto dos mais arrojados.

Renato Martins e Débora Rodrigues

As competições de caminhão têm o seu casal dividindo curvas nos principais autódromos do País. A paranaense é conhecida nacionalmente por sua história fora das pistas: ex-sem terra, Débora se tornou apresentadora de TV, empresária, e passou a competir na extinta Fórmula Truck em 1998.

Debora Rodrigues
Débora e Renato dividem curvas na Copa Truck desde 1998. (Foto: Duda Bairros)

Mesmo sem jamais ter vencido uma corrida, seja na Fórmula Truck, seja na Copa Truck, Débora Rodrigues é uma das pilotos preferidas do público das provas de caminhões. Defendendo a Mercedes desde o ano passado, a paranaense é um dos nomes fortes da categoria, andando na maior parte do tempo no pelotão da frente.

Assim como Débora, Renato Martins é um veterano das provas de caminhões. Na fase Fórmula Truck, o paulistano foi o maior vencedor de corridas, ao lado de Felipe Giaffone, conquistando 27 vitórias. Martins também tem dois títulos na extinta categoria, e ajudou a criar a atual Copa Truck.