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Indy
Helio Castroneves vence a 105ª edição das 500 Milhas de Indianápolis

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  • Publicado: 30/05/2021
  • Atualizado: 30/05/2021 às 16:42
  • Por: Leonardo Marson

Helio Castroneves venceu neste domingo (30) a 105ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, corrida mais importante do automobilismo americano. O piloto da Meyer Shank se colocou entre os cinco primeiros logo no início da corrida, e travou um forte duelo pela vitória com Alex Palou nas voltas finais, conseguindo a ultrapassagem na penúltima volta para triunfar pela quarta vez no Indianápolis Motor Speedway.

Helio Castroneves
Helio Castroneves se torna o maior vencedor da história da Indy 500. (Foto: IndyCar)

A segunda posição ficou com Palou, piloto da Chip Ganassi que completou a corrida apenas 0s4928 atrás de Castroneves. Simon Pagenaud, da Penske, ficou com a terceira colocação, sendo seguido por Pato O’Ward, quarto com um equipamento da McLaren. O grupo dos cinco primeiros foi completado por Ed Carpenter, piloto da Carpenter Racing.

Santino Ferrucci, com um carro da RLL, fechou a corrida na sexta posição, chegando logo à frente de Sage Karam, piloto que defendeu a Dreyer & Reinbold. Rinus VeeKay, que liderou boa parte da corrida, foi o oitavo com o carro da Carpenter. O grupo dos dez melhores ainda contou com Juan Pablo Montoya, da McLaren, e Tony Kanaan, da Chip Ganassi. Pietro Fittipaldi foi o 25º com o carro da Dale Coyne.

A Indy retoma a temporada nos dias 12 e 13 de junho, com a disputa da rodada dupla de Detroit, no circuito montado nas ruas da Ilha Bela.

Confira como foi a corrida

Antes de a largada acontecer, Will Power teve problemas com o carro da Penske, e precisou visitar os boxes. Quando a bandeira verde foi acionada, Scott Dixon manteve a liderança por apenas três curvas, quando foi superado por Colton Herta. Rinus VeeKay aparecia em terceiro, enquanto Tony Kanaan vinha em quinto, seguido por Helio Castroneves. Pietro Fittipaldi vinha em 15º.

VeeKay avançou para a ponta na abertura da terceira volta, depois de deixar Dixon e Herta para trás. Já Pietro Fittipaldi seguiu perdendo ritmo, e caiu para o 17º lugar, sendo superado por Jack Harvey e Scott McLaughlin. Na frente, VeeKay se mantinha na liderança da prova, sempre com Herta e Dixon muito próximos. Na volta 16, Castroneves passou por Kanaan e entrou no top-5.

Ryan Hunter-Reay tomou a sexta posição de Kanaan na volta 22, enquanto Castroneves começou a se aproximar de Carpenter, o quarto colocado. Porém, sem mudanças nas primeiras posições, o que se viu foi a janela de paradas começar na volta 32, com VeeKay e Fittipaldi visitando os boxes. Carpenter e Hunter-Reay fizeram suas paradas na volta seguinte, enquanto Herta parou na passagem 34.

Stefan Wilson estampou o muro dentro dos boxes na volta 34, causando a primeira bandeira amarela da corrida. Alguns pilotos foram para suas paradas no giro seguinte, buscando evitar uma pane seca. Foram os casos de Tony Kanaan, Scott Dixon e Alexander Rossi. Os dois últimos, porém, tiveram problemas nas paradas e perderam uma volta em relação aos líderes.

Os boxes foram abertos efetivamente na volta 39, com Castroneves sendo o primeiro a deixar os boxes. No realinhamento, o brasileiro ficou com a quinta posição. Herta liderava a corrida, sendo seguido por VeeKay, Daly, e Hunter-Reay. Já a Ganassi mandou aos boxes Kanaan e Marcus Ericsson, que foram para o final do pelotão.

A relargada ocorreu na volta 46, com Castroneves avançando para a terceira posição, aproveitando uma péssima relargada de Hunter-Reay e superando Daly, que passou novamente pelo brasileiro duas voltas depois. O piloto da Carpenter avançou para a liderança da corrida pouco depois, passando por VeeKay, seu companheiro de equipe, e Herta.

Castroneves voltou ao terceiro lugar da corrida na volta 55, superando o piloto do carro número 26 da Chip Ganassi. Fittipaldi seguia em 20º, enquanto Kanaan ocupava a 28ª posição. Já Pato O’Ward começou a aparecer na corrida ao ganhar a sexta posição de Takuma Sato na volta 59. Mais atrás, Alexander Rossi sofria para descontar voltas, e quase bateu com Dalton Kellett.

A segunda janela de paradas foi aberta por VeeKay, que trocou pneus e reabasteceu na volta 69. Três voltas depois, foi a vez de Daly visitar os boxes, cedendo a ponta para Castroneves. O brasileiro foi superado por Herta na volta 77, e os dois visitaram os boxes no complemento da volta, com o piloto da Andretti voltando à pista à frente do brasileiro da Meyer Shank.

A janela de paradas seguiu e Palou parou nos boxes na volta 79, enquanto O’Ward e Sato trocaram pneus e reabasteceram na volta seguinte. Graham Rahal, que apareceu na liderança, fez seu pit stop no giro 82. Após a rodada de paradas, a classificação apontava VeeKay na liderança da corrida, seguido por Daly e O’Ward.

Daly retomou a liderança da corrida na volta 84, superando VeeKay, Castroneves, agora, vinha em sétimo, sem conseguir atacar Palou, mas tendo que conter a aproximação de Rahal. A Penske, por sua vez, se colocou pela primeira vez entre os dez primeiros com Josef Newgarden, que abriu nova janela de paradas na volta 101. Daly e VeeKay pararam no giro 104.

Herta fez nova troca de pneus e reabastecimento na volta 110, uma antes de Hunter-Reay. Palou parou no giro 114, enquanto Castroneves e O’Ward pararam uma volta depois. McLaughlin foi punido por excesso de velocidade nos boxes, enquanto Sato trocou pneus e reabasteceu no giro 117. Rahal e Ericsson fecharam a janela de paradas na volta 118.

A bandeira amarela foi acionada pela segunda vez após uma roda se soltar do carro de Rahal, que parou no muro. A roda do carro da RLL acertou o veículo de Daly, que danificou a asa dianteira. Neste momento, alguns pilotos visitaram novamente os boxes para completar o combustível e receber um novo jogo de pneus.

A relargada aconteceu na volta 126, com Castroneves passando por Palou para tomar a liderança da corrida. O espanhol da Ganassi também acabou superado por O’Ward, despencando para a terceira posição. O mexicano, porém, retomou a ponta na passagem 128. Pouco depois, Palou avançou da terceira para a primeira posição, com o brasileiro voltando ao segundo lugar.

Maus uma janela de paradas começou na volta 141, desta vez com Daly parando nos boxes. VeeKay parou nos boxes na volta 145, enquanto Herta visitou o pit lane dois giros depois. Palou, que não conseguia ultrapassar Newgarden, retardatário naquele momento, parou nos boxes na volta 149, duas antes de Castroneves, e três antes de O’Ward.

Power rodou sozinho nos boxes quando se dirigia aos boxes na volta 151. Alguns pilotos apostavam na estratégia de economia de combustível, como Takuma Sato, Marcus Ericsson, Felix Rosenqvist, Pietro Fittipaldi e Scott Dixon. Este último foi aos boxes restando 38 voltas para o final da corrida. Palou retomou a liderança ao final da janela, seguido por Castroneves, O’Ward, Hunter-Reay e VeeKay.

Castroneves assumiu a liderança da corrida restando 31 voltas para o final da corrida, enquanto Simona de Silvestro rodou sozinha nos boxes. O brasileiro da Meyer Shank parou restando 29 voltas para o fim, e viu Palou trocar pneus e reabastecer uma volta depois, retornando à frente do três vezes vencedor da corrida.

O brasileiro deixou Palou para trás restando 25 voltas para o final, avançando para a oitava colocação, que virou sexta após Karam e Kanaan pararem nos boxes. O espanhol, porém, retomou a posição sobre o brasileiro quatro giros mais tarde. Os dois, então, passaram a trocar ultrapassagens, com Castroneves tomando a ponta restando 15 voltas.

Hildebrand, em terceiro, foi aos boxes com 14 voltas para o final, enquanto Palou recuperou a posição sobre Castroneves, ficando atrás apenas de Rosenqvist e Sato, que batalhavam para ter combustível até o final da corrida. Vindo mais de trás, McLaughlin parou nos boxes na volta 192. Com sete para o fim, o sueco foi aos boxes, enquanto o brasileiro passou por Palou, avançando para segundo.

Sato parou nos boxes restando seis voltas, e Castroneves tomou a ponta, mesmo pressionado por Palou, que retomou a ponta restando cinco voltas para o final. Os dois enfrentaram tráfego nas voltas finais e o brasileiro fez a ultrapassagem restando duas voltas para o final, seguindo para a vitória.