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Formula 1
Relembre pilotos campeões que, como Alonso, voltaram à F1

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  • Publicado: 08/07/2020
  • Atualizado: 08/07/2020 às 15:41
  • Por: Leonardo Marson

Com o retorno de Fernando Alonso à Fórmula 1, anunciado na manhã desta quarta-feira (8) pela Renault, o espanhol engrossará uma lista de pilotos campeões mundiais que retornaram ao grid da principal categoria do automobilismo mundial após um período distante do grid.

Fernando Alonso
Alonso foi campeão em 2005 e 2006. (Foto: Renault Sport)

No caso do espanhol, que jamais admitiu ter se aposentado da F1, a última corrida na principal categoria do automobilismo mundial foi o Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2017. Naquela ocasião, defendendo a McLaren, Alonso terminou na nona posição, em corrida vencida por Valtteri Bottas.

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O caminho traçado pelo bicampeão mundial repete o que outros sete pilotos que venceram o campeonato da Fórmula 1 fizeram. RACING mostra abaixo quem são estes pilotos e os motivos que os fizeram retornar às corridas da categoria máxima do esporte a motor.

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Niki Lauda

O austríaco, morto no ano passado, estreou na Fórmula 1 em 1971, quando abandonou “em casa” defendendo a March, onde ficou até 1972, passando pela BRM antes de defender a Ferrari, equipe pela qual conquistou os títulos de 1975 e 1977, além do vice-campeonato de 1976, ano em que sofreu o acidente em Nürburgring do qual quase perdeu a vida.

Niki Lauda
Foto: divulgação

Após um ano horroroso na Brabham, em que abandonou 12 das 14 corridas que disputou, Lauda deixou a Fórmula 1 para administrar a empresa aérea que havia recém-fundado. O piloto ainda trabalhou como repórter e comentarista da categoria em uma emissora de TV britânica.

O retorno aconteceu em 1982, quando foi contratado pela McLaren, que lhe ofereceu um contrato milionário. O austríaco venceu logo em sua terceira corrida, em Long Beach, e sagrou-se campeão novamente em 1984, ano em que venceu cinco GPs. Niki se aposentou ao final da temporada de 1985.

Alan Jones

O australiano estreou na Fórmula 1 em 1975, na Espanha, mas só conquistou a sua primeira vitória dois anos depois, na Áustria, defendendo a Shadow. O sétimo lugar em 1977 lhe rendeu um contrato com a Williams para 1978, mas Jones só viria a vencer um ano depois, triunfando em quatro das últimas seis corridas.

Alan Jones
Foto: Sutton Images

O título viria em 1980, quando venceu em cinco das 14 corridas do ano, conquistando dez pódios. O piloto ainda seria terceiro colocado do Mundial em 1981, antes de deixar a categoria no ano seguinte. Em 1983, o australiano voltou apenas para o GP de Long Beach, pela Arrows. Jones ficou fora da temporada de 1984, e voltou em 1985, pela Haas.

O retorno definitivo, porém, veio em 1986, quando defendeu mais uma vez o time de Carl Haas. O grande número de abandonos e apenas quatro pontos, obtidos com um quarto lugar na Áustria e com um sexto posto na Itália, deixando às pistas definitivamente.

Alain Prost

O maior rival de Ayrton Senna na Fórmula 1 fez sua estreia na principal categoria do automobilismo mundial em 1980, pela McLaren. A primeira vitória, porém, veio no ano seguinte, na França, defendendo a Renault, vencendo também na Holanda e na Itália naquele ano. Prost seguiu no time francês até 1983.

Alain Prost
Foto: divulgação

Defendendo a McLaren em 1984, Prost venceu os campeonatos de 1985, 1986 e 1989, este último tendo como companheiro de equipe Ayrton Senna. O “professor” ainda correu pela Ferrari em 1990 e 1991 antes de deixar a Fórmula 1 pela primeira vez para tirar um ano sabático.

Prost voltou ao grid em 1993 para defender a Williams, e obteve seu último título mundial com uma campanha das mais fortes, com sete vitórias e 12 pódios em 16 corridas. O francês se aposentou ao final daquele ano e, atualmente, é dirigente da Renault na Fórmula 1.

Nigel Mansell

O “Leão” estreou na Fórmula 1 em 1980, correndo pela Lotus, onde ficou até 1984, sem conquistar vitórias e tendo como melhores resultados cinco terceiros lugares neste período. A carreira de Mansell deslanchou a partir de 1985, quando foi contratado pela Williams, quando venceu em Brands Hatch, já no final da temporada.

Nigel Mansell
Foto: divulgação

O inglês passou a lutar pelo título a partir de 1986, quando foi vice-campeão, repetindo a performance no ano seguinte. Após um 1988 ruim, Mansell se mudou para a Ferrari em 1989, ficando até o final de 1990. O retorno para a Williams veio em 1991, com mais um vice-campeonato, enquanto o título finalmente veio em 1992, numa campanha de nove vitórias.

Mansell deixou a Fórmula 1 ao final daquele ano e migrou para a Indy, onde foi campeão em 1993. A passagem pelos Estados Unidos durou até 1994, quando deixou a Newmann-Haas para fazer as últimas três provas da F1 pela Williams, vencendo na Austrália. O piloto ainda correu duas provas pela McLaren, em 1995, abandonando de vez a categoria depois disso.

Michael Schumacher

O maior campeão da história da Fórmula 1 iniciou sua trajetória na categoria em 1991, pela Jordan, mas logo na corrida seguinte se mudou para a Benetton, vencendo pela primeira vez no ano seguinte, no GP da Bélgica. Foi pela equipe que o alemão venceu seus dois primeiros títulos, em 1994 e 1995.

Michael Schumacher
Foto: Getty Images

Em 1996, Schumacher foi para a Ferrari, onde passou quatro temporadas estruturando o time para, a partir de 2000, enfileirar cinco títulos seguidos. A primeira aposentadoria da Fórmula 1 veio em 2006, ano em que foi vice-campeão, perdendo o título para Alonso.

O retorno para a principal categoria do automobilismo mundial aconteceu em 2010, pela Mercedes, onde foi companheiro de Nico Rosberg. O desempenho, porém, passou longe de ser o dos tempos de Ferrari, com o alemão conseguindo como melhor resultado o terceiro lugar no GP da Europa de 2012, em Valência. Naquele mesmo ano, o alemão deixou as pistas definitivamente.

Kimi Räikkönen

O finlandês fez sua estreia na Fórmula 1 em 2001, defendendo a Sauber, time pelo qual marcou nove pontos e garantiu o décimo lugar em sua primeira temporada. O desempenho o levou para a McLaren em 2002, onde conquistou os vice-campeonatos de 2003 e 2005. Räikkönen permaneceu no time até 2006, quando migrou para a Ferrari.

Kimi Räikkönen
Foto: Alfa Romeo

Foi no time de Maranello onde o “Iceman” conquistou seu único título na F1, em 2007. Kimi seguiu na Ferrari até 2009, se aposentando da categoria ao final daquele ano. A partir daí, Räikkönen se aventurou no rali, disputando etapas do WRC. Além disso, o piloto disputou provas da Truck Series e da Xfinity Series (na época, Nationwide) da Nascar.

O retorno de Räikkönen à Fórmula 1 aconteceu em 2012, pela Lotus, onde foi terceiro em seu ano de retorno, vencendo em Abu Dhabi, e quinto no ano seguinte, quando ganhou na Austrália. Em 2014, o piloto voltou para a Ferrari, onde só conseguiu mais uma vitória, nos Estados Unidos, em 2018. Desde o ano passado, Kimi é piloto da Alfa Romeo.